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Fotografia de: Sílvia Padrão
Staines, Fev 2007
Quando neva tudo se torna mais delicado.

Fotografia de: Sílvia Padrão
Windsor, Jan 2007
Historias de Amor.
Historias da vida
Baltasar e Blimunda.
A Historia de Amor mais linda, que alguma vez tive conhecimento.
Uma notavel narrativa do mais profundo afecto entre dois seres humanos
Jose Saramago, Memorial do Convento, 1982.

Fotografia de: Sílvia Padrão
"A vida e so uma viagem?
Ou um conjunto infinito de Viagens?
Quando nos custa muito ir de um lado para o outro.... Deixar o que temos e viajar para o desconhecido...
Mesmo que a viagem nos leve a sitios imensamente belos..."
Mesmo quando nos custa. Temos que ir.
Que viajar.
Que viver.
Fotografia de: Sílvia Padrão
"O tempo de sedução terminou.
Terás de me tocar, terás de trocar o tacto dos olhos pelo tacto dos dedos.
Apenas persistirá o jogo, a cumplicidade, e uma ténue vibração do corpo que se perdeu contra o meu corpo."
Al Berto, in Lunário
foto:Sílvia Padrão
foto:Sílvia Padrão
foto:Sílvia Padrão
foto:Sílvia Padrão
foto:Sílvia Padrão
Hoje
Sinto-me
Assim...
foto:Sílvia Padrão
Os Meus
Os Teus
Os Nossos Caminhos...
Fotografia de: Sílvia Padrão
"Morrerei Simão, morrerei. Perdoa tu ao meu destino... perdi-te... Bem sabes que sorte eu queria dar-te... e morro, porque não posso, nem poderei jamais, resgatar-te. Se podes, vive (...)"
Camilo Castelo Branco, in Amor de Perdição, carta de Teresa para Simão
Fotografia de: Sílvia Padrão
"Se podes olhar, vê.
Se podes ver, repara."
José Saramago, in Ensaio Sobre a Cegueira, Livro dos Conselhos/b>
Fotografia de: Sílvia Padrão
"(...)-Dorme em paz, porque o espírito do amor reina e governa e porque, ao admitires no teu coração apaixonado(...)ficaste desligado, por motivos que te serão revelados no céu(...)"
Edgar Allan Poe, in Contos Fantásticos
Fotografia de: Sílvia Padrão
"(...)O parto é uma mentira: nós não nascemos nele. Antes, já estamos nascendo. A gente vai acordando no antecedente tempo, antes mesmo de nascer. É como a planta que, no segrdo da terra, já é raiz antes de proclamar seu verde sobre o mundo(...)
Mia Couto, in A Varanda de Frangipani
Fotografia de: Sílvia Padrão
"(...)Era uma vez uma casa branca nas dunas, voltada para o mar. Tinha uma porta, sete janelas e uma varanda de madeira pintada de verde.(...)
Sophia de Mello Breyner Andresen, in A Menina Do Mar
Fotografia de: Sílvia Padrão
"(...)O mar descobriu-os sem sequer os olhar, com o seu contacto frio derrubou-os e anotou-os de passagem no seu livro de água.(...)
Pablo Neruda, in Uma Casa na Areia, poema O Mar
Fotografia de: Sílvia Padrão
"(...)Infelizmente, as flores de estufa saíam pouco, porque tinham medo de se constipar. À noite, quando as outras flores passeavam, as flores de estufa ficavam em casa.(...)
Sophia de Mello Breyner Andresen, in O Rapaz de Bronze
Fotografia de: Sílvia Padrão
"(...)Se da Chuva toda a gente
Não precisasse, por bem,
Diziam rapidamente
Que não interessa a ninguém.(...)
António Cardoso Moreira, in Versos Diversos Mas Não Perversos
Fotografia de: Sílvia Padrão
"noutros tempos
quando acreditávamos na existência da lua
foi-nos possível escrever poemas e
envenenávamo-nos boca a boca com o vidro moído
pelas salivas poibidas - noutros tempos
os dias corriam com a água e limpavam
os líquenes das imundas máscaras
hoje
nenhuma palavra pode ser escrita
nenhuma sílaba permanece na aridez das pedras
ou se expande pelo corpo estendido
no quarto do zinabre e do álcool - pernoita-se
onde se pode - num vocabulário reduzido e
obsessivo - até que o relâmpago fulmine a língua
e nada mais se consiga ouvir
apesar de tudo
continuamos a repetir os gestos e a beber
a serenidade da seiva - vamos pela febre
dos cedros acima - até que tocamos o místico
arbusto estelar
e
o mistério da luz fustiga-nos os olhos
numa euforia torrencial
Al Berto, in Horto do Incêndio, vestígios
Fotografia de: Sílvia Padrão
"Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os Outros têm medo mas tu não.
Porque os Outros são túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
Sophia de Mello Breyner Andresen, poema PORQUE
Fotografia de: Sílvia Padrão
"(...)deixa a árvore das cassiopeias cobrir-te
e as loucas aveias que o ácido enferrujou
erguerem-se na vertigem do voo - deixa
que o outono traga os pássaros e as abelhas
para pernoitarem na doçura
do teu breve coração - ouve-me
que o dia te seja limpo
e para lá da pele constrói o arco de sal
a morada eterna - o mar por onde fugirá
o etéreo visitante desta noite.(...)
Al Berto, in Horto de Incêndio
Fotografia de: Sílvia Padrão
"(...)Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim,
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais discreto bailar do meu sonho,
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim.(...)
Sophia de Mello Breyner Andresen, poema Mar Sonoro