4 Aug 2007

felicidade


Fotografia de: Sílvia Padrão

Sand Banks, Bournemouth, SW England, Aug 2007


Ser feliz é...
Estar...
Ver...
Sentir...
Ser...


Eu, in O Mundo aos Meus Olhos

14 Mar 2007

Being Invisible


Fotografia de: Sílvia Padrão

Greenwich, Mar 2007


She had the oddest sense of being herself invisible;
unseen;
unknown;
there being no more marrying,
no more having of children now,
but only this astonishing and rather solemn progress with the rest of them,
up Bond Street,
this being Mrs.Dalloway;
not even Clarissa any more(...)


Virginia Woolf, Mrs Dalloway

9 Feb 2007

Neve a beira rio


Fotografia de: Sílvia Padrão
Staines, Fev 2007


Quando neva tudo se torna mais delicado.

22 Jan 2007

O Amor


Fotografia de: Sílvia Padrão
Windsor, Jan 2007


Historias de Amor.
Historias da vida
Baltasar e Blimunda.
A Historia de Amor mais linda, que alguma vez tive conhecimento.
Uma notavel narrativa do mais profundo afecto entre dois seres humanos
Jose Saramago, Memorial do Convento, 1982.

15 Jan 2007

As Viagens da Minha Vida


Fotografia de: Sílvia Padrão


"A vida e so uma viagem?
Ou um conjunto infinito de Viagens?
Quando nos custa muito ir de um lado para o outro.... Deixar o que temos e viajar para o desconhecido...
Mesmo que a viagem nos leve a sitios imensamente belos..."
Mesmo quando nos custa. Temos que ir.
Que viajar.
Que viver.

28 Jan 2005

A Sedução Terminou


Fotografia de: Sílvia Padrão


"O tempo de sedução terminou.
Terás de me tocar, terás de trocar o tacto dos olhos pelo tacto dos dedos.
Apenas persistirá o jogo, a cumplicidade, e uma ténue vibração do corpo que se perdeu contra o meu corpo."


Al Berto, in Lunário

20 Jan 2005

A Energia que Vem do Mar...


foto:Sílvia Padrão




foto:Sílvia Padrão




foto:Sílvia Padrão




foto:Sílvia Padrão

13 Jan 2005

Hoje...


foto:Sílvia Padrão


Hoje
Sinto-me
Assim...

3 Jan 2005

Caminhos


foto:Sílvia Padrão


Os Meus
Os Teus
Os Nossos Caminhos...

28 Dec 2004


Fotografia de: Sílvia Padrão


"Morrerei Simão, morrerei. Perdoa tu ao meu destino... perdi-te... Bem sabes que sorte eu queria dar-te... e morro, porque não posso, nem poderei jamais, resgatar-te. Se podes, vive (...)"


Camilo Castelo Branco, in Amor de Perdição, carta de Teresa para Simão

13 Dec 2004

Se Podes...


Fotografia de: Sílvia Padrão


"Se podes olhar, vê.
Se podes ver, repara."


José Saramago, in Ensaio Sobre a Cegueira, Livro dos Conselhos/b>

9 Dec 2004

Espírito do Amor


Fotografia de: Sílvia Padrão


"(...)-Dorme em paz, porque o espírito do amor reina e governa e porque, ao admitires no teu coração apaixonado(...)ficaste desligado, por motivos que te serão revelados no céu(...)"


Edgar Allan Poe, in Contos Fantásticos

6 Dec 2004

Segredos


Fotografia de: Sílvia Padrão


"(...)O parto é uma mentira: nós não nascemos nele. Antes, já estamos nascendo. A gente vai acordando no antecedente tempo, antes mesmo de nascer. É como a planta que, no segrdo da terra, já é raiz antes de proclamar seu verde sobre o mundo(...)


Mia Couto, in A Varanda de Frangipani

25 Oct 2004

Voltados para o Mar


Fotografia de: Sílvia Padrão


"(...)Era uma vez uma casa branca nas dunas, voltada para o mar. Tinha uma porta, sete janelas e uma varanda de madeira pintada de verde.(...)


Sophia de Mello Breyner Andresen, in A Menina Do Mar

19 Oct 2004

O Mar


Fotografia de: Sílvia Padrão


"(...)O mar descobriu-os sem sequer os olhar, com o seu contacto frio derrubou-os e anotou-os de passagem no seu livro de água.(...)


Pablo Neruda, in Uma Casa na Areia, poema O Mar

15 Oct 2004

As Flores de Estufa e as Outras


Fotografia de: Sílvia Padrão


"(...)Infelizmente, as flores de estufa saíam pouco, porque tinham medo de se constipar. À noite, quando as outras flores passeavam, as flores de estufa ficavam em casa.(...)


Sophia de Mello Breyner Andresen, in O Rapaz de Bronze

13 Oct 2004

A chuva Que Aí Vem


Fotografia de: Sílvia Padrão


"(...)Se da Chuva toda a gente
Não precisasse, por bem,
Diziam rapidamente
Que não interessa a ninguém.(...)


António Cardoso Moreira, in Versos Diversos Mas Não Perversos

11 Oct 2004

Raios de Luz


Fotografia de: Sílvia Padrão


"noutros tempos
quando acreditávamos na existência da lua
foi-nos possível escrever poemas e
envenenávamo-nos boca a boca com o vidro moído
pelas salivas poibidas - noutros tempos
os dias corriam com a água e limpavam
os líquenes das imundas máscaras

hoje
nenhuma palavra pode ser escrita
nenhuma sílaba permanece na aridez das pedras
ou se expande pelo corpo estendido
no quarto do zinabre e do álcool - pernoita-se

onde se pode - num vocabulário reduzido e
obsessivo - até que o relâmpago fulmine a língua
e nada mais se consiga ouvir

apesar de tudo
continuamos a repetir os gestos e a beber
a serenidade da seiva - vamos pela febre
dos cedros acima - até que tocamos o místico
arbusto estelar
e
o mistério da luz fustiga-nos os olhos
numa euforia torrencial


Al Berto, in Horto do Incêndio, vestígios

9 Oct 2004

... Mas Tu Não


Fotografia de: Sílvia Padrão


"Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os Outros têm medo mas tu não.

Porque os Outros são túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.


Sophia de Mello Breyner Andresen, poema PORQUE