14 Mar 2007
9 Feb 2007
Neve a beira rio
Fotografia de: Sílvia Padrão
Staines, Fev 2007
Quando neva tudo se torna mais delicado.
22 Jan 2007
O Amor
Fotografia de: Sílvia Padrão
Windsor, Jan 2007
Historias de Amor.
Historias da vida
Baltasar e Blimunda.
A Historia de Amor mais linda, que alguma vez tive conhecimento.
Uma notavel narrativa do mais profundo afecto entre dois seres humanos
Jose Saramago, Memorial do Convento, 1982.
15 Jan 2007
As Viagens da Minha Vida
Fotografia de: Sílvia Padrão
"A vida e so uma viagem?
Ou um conjunto infinito de Viagens?
Quando nos custa muito ir de um lado para o outro.... Deixar o que temos e viajar para o desconhecido...
Mesmo que a viagem nos leve a sitios imensamente belos..."
Mesmo quando nos custa. Temos que ir.
Que viajar.
Que viver.
7 Nov 2006
28 Jan 2005
A Sedução Terminou
Fotografia de: Sílvia Padrão
"O tempo de sedução terminou.
Terás de me tocar, terás de trocar o tacto dos olhos pelo tacto dos dedos.
Apenas persistirá o jogo, a cumplicidade, e uma ténue vibração do corpo que se perdeu contra o meu corpo."
Al Berto, in Lunário
20 Jan 2005
A Energia que Vem do Mar...
foto:Sílvia Padrão
foto:Sílvia Padrão
foto:Sílvia Padrão
foto:Sílvia Padrão
13 Jan 2005
3 Jan 2005
28 Dec 2004
13 Dec 2004
Se Podes...
Fotografia de: Sílvia Padrão
"Se podes olhar, vê.
Se podes ver, repara."
José Saramago, in Ensaio Sobre a Cegueira, Livro dos Conselhos/b>
9 Dec 2004
Espírito do Amor
Fotografia de: Sílvia Padrão
"(...)-Dorme em paz, porque o espírito do amor reina e governa e porque, ao admitires no teu coração apaixonado(...)ficaste desligado, por motivos que te serão revelados no céu(...)"
Edgar Allan Poe, in Contos Fantásticos
6 Dec 2004
Segredos
Fotografia de: Sílvia Padrão
"(...)O parto é uma mentira: nós não nascemos nele. Antes, já estamos nascendo. A gente vai acordando no antecedente tempo, antes mesmo de nascer. É como a planta que, no segrdo da terra, já é raiz antes de proclamar seu verde sobre o mundo(...)
Mia Couto, in A Varanda de Frangipani
25 Oct 2004
Voltados para o Mar
Fotografia de: Sílvia Padrão
"(...)Era uma vez uma casa branca nas dunas, voltada para o mar. Tinha uma porta, sete janelas e uma varanda de madeira pintada de verde.(...)
Sophia de Mello Breyner Andresen, in A Menina Do Mar
19 Oct 2004
O Mar
Fotografia de: Sílvia Padrão
"(...)O mar descobriu-os sem sequer os olhar, com o seu contacto frio derrubou-os e anotou-os de passagem no seu livro de água.(...)
Pablo Neruda, in Uma Casa na Areia, poema O Mar
15 Oct 2004
As Flores de Estufa e as Outras
Fotografia de: Sílvia Padrão
"(...)Infelizmente, as flores de estufa saíam pouco, porque tinham medo de se constipar. À noite, quando as outras flores passeavam, as flores de estufa ficavam em casa.(...)
Sophia de Mello Breyner Andresen, in O Rapaz de Bronze
13 Oct 2004
A chuva Que Aí Vem
Fotografia de: Sílvia Padrão
"(...)Se da Chuva toda a gente
Não precisasse, por bem,
Diziam rapidamente
Que não interessa a ninguém.(...)
António Cardoso Moreira, in Versos Diversos Mas Não Perversos
11 Oct 2004
Raios de Luz
Fotografia de: Sílvia Padrão
"noutros tempos
quando acreditávamos na existência da lua
foi-nos possível escrever poemas e
envenenávamo-nos boca a boca com o vidro moído
pelas salivas poibidas - noutros tempos
os dias corriam com a água e limpavam
os líquenes das imundas máscaras
hoje
nenhuma palavra pode ser escrita
nenhuma sílaba permanece na aridez das pedras
ou se expande pelo corpo estendido
no quarto do zinabre e do álcool - pernoita-se
onde se pode - num vocabulário reduzido e
obsessivo - até que o relâmpago fulmine a língua
e nada mais se consiga ouvir
apesar de tudo
continuamos a repetir os gestos e a beber
a serenidade da seiva - vamos pela febre
dos cedros acima - até que tocamos o místico
arbusto estelar
e
o mistério da luz fustiga-nos os olhos
numa euforia torrencial
Al Berto, in Horto do Incêndio, vestígios
9 Oct 2004
... Mas Tu Não
Fotografia de: Sílvia Padrão
"Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os Outros têm medo mas tu não.
Porque os Outros são túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
Sophia de Mello Breyner Andresen, poema PORQUE
Outono
Fotografia de: Sílvia Padrão
"(...)deixa a árvore das cassiopeias cobrir-te
e as loucas aveias que o ácido enferrujou
erguerem-se na vertigem do voo - deixa
que o outono traga os pássaros e as abelhas
para pernoitarem na doçura
do teu breve coração - ouve-me
que o dia te seja limpo
e para lá da pele constrói o arco de sal
a morada eterna - o mar por onde fugirá
o etéreo visitante desta noite.(...)
Al Berto, in Horto de Incêndio
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